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domingo, 27 de maio de 2012
terça-feira, 3 de abril de 2012
Vírgula antes do E
PROIBIDA
1. Quando
separa elementos de mesma natureza:
Ex: Comi arroz e feijão.
OBRIGATÓRIA
1. Quando
separa o aposto do sujeito:
Ex: Pelé, brasileiro, e
Maradona, argentino, são os melhores jogadores de futebol do mundo.
2. Quando
separa orações coordenadas sindéticas (polissíndeto):
Ex: Ficou tão contente que pulava, e gritava, e
ria, e chorava...
FACULTATIVA
1. Quando
o E tem valor de MAS:
Ex: Veio aqui para buscar o livro, e o deixou em cima da
mesa.
Ex: O menino comeu o doce, e a menina tomou o suco.
Obama visitará
o Brasil, e a Argentina fará protestos.
*** Confira outras dicas de pontuação aqui.
_______
[P1]Nesse caso, a vírgula é questão de inteligência, pois evita a ambiguidade (como
em “o menino comeu o doce e a menina” e “ visitará o Brasil e a Argentina”).
quarta-feira, 21 de março de 2012
O hífen e a nova ortografia
1) Regra Geral
a) SEMPRE separam-se
os prefixos de palavras que comecem com a letra "H".
Ex: sub-humano, super-herói, super-homem.
b) SEMPRE separam-se os prefixos das palavras que começam com letra igual àquela que termina o prefixo (sendo vogal ou
consoante).
Ex: Super-romântico, micro-organismo,
tele-entrega, intra-abdominal, hiper-requisitado.
2) Prefixos RECÉM-, ALÉM-, AQUÉM-, VICE- e EX-
(no sentido de "estado anterior"): SEMPRE COM HÍFEN (não importa qual letra venha antes ou depois)
Ex:
Recém-casados, recém-nascido; além-mar...
3) Prefixos CIRCUM e PAN - somente vai hífen
quando a palavra seguinte começar com H, M, N ou VOGAL (qualquer uma).
Ex:
Cirum-navegação, pan-americano.
4) Prefixo terminado em vogal + palavra seguinte
começando com vogal diferente: não se usa hífen!
Ex:
antiaéreo (anti+aéreo), agroindustrial (agro+industrial), autoescola
(auto+escola).
5) Prefixo terminado em vogal + palavra seguinte
começando em S ou R, dobram-se as vogais.
Ex:
ultrarromântico (ultra+romântico), antissocial (anti+social), neorrealismo
(neo+realismo), minissaia (mini+saia)
6) Os nomes compostos que empregam o d’ mantiveram-se com hífen.
Ex:
queda-d’água, marca-d’água, caixa-d’água etc.
sexta-feira, 9 de março de 2012
Resumo dos pronomes de tratamento
QUADRO DE PRONOMES DE
TRATAMENTO
|
||||
PRONOME
|
ABREVIATURA
|
VOCATIVO
|
EMPREGO
|
|
Sing.
|
Plural
|
|||
Vossa Excelência
|
V.E
ͯª
|
V.
E ͯªˢ
|
Excelentíssimo
Senhor (seguido do cargo
respectivo – para Presidente da República, Presidente do Congresso Nacional e
Presidente do STF);
Senhor (seguido do cargo, para as
demais autoridades)
|
Autoridades do Executivo,
Legislativo e do Judiciário.
|
Vossa Senhoria
|
V.S.ª
|
V.S.ªˢ
|
Senhor
(seguido do cargo para
autoridades ou do nome se particulares)
|
Autoridades e particulares
|
Vossa Magnificência
|
–
|
Magnífico
Reitor
|
Reitores de Universidades
|
|
Vossa Excelência / Doutor
|
V.
E ͯª
|
V.
E ͯªˢ
|
Meritíssimo
Juiz
|
Juízes de Direito
|
AUTORIDADES RELIGIOSAS
|
||||
PRONOME
|
ABREVIATURA
|
VOCATIVO
|
EMPREGO
|
|
Sing.
|
Plural
|
|||
Vossa Santidade
|
V.S.
|
Santíssimo
Padre
|
Papa
|
|
Vossa Eminência ou;
Vossa Eminência
Reverendíssima
|
V.
E ͫ ͣ
V.
E ͫ ͣ Rev ͫ ͣ
|
Acrescenta-se S no alto
|
Eminentíssimo
Senhor Cardeal;
Eminentíssimo
e Reverendíssimo Senhor Cardeal
|
Cardeais
|
Vossa Excelência
Reverendíssima
|
V.E
ͯª Rev ͫ ͣ
|
Acrescenta-se S no alto
|
Reverendíssimo
Senhor
|
Arcebispos e Bispos
|
Vossa Reverendíssima ou
Vossa Senhoria
Reverendíssima
|
V.Rev ͫ ͣ
Ou
V. S.ª
Rev
ͫ ͣ
|
Acrescenta-se S no alto
|
Reverendíssimo(a)
Senhor(a)
|
Monsenhores, Cônegos e
superiores religiosos
|
Vossa Reverência
|
V.
Revª
|
Acrescenta-se S no alto
|
Reverendo(a)
Padre (Madre)
|
Sacerdotes, Clérigos e
demais religiosos
|
EXERCÍCIOS
1) (CONSEP - adaptado) Analise a veracidade (V) ou falsidade (F) das frases abaixo, considerando as proposições para a linguagem do texto oficial.
( ) Empregar termos de uso comum às diversas regiões do Estado, evitando o uso de regionalismos e modismos.
( ) Valorizar, quando necessário, o emprego de palavra ou expressão que confira ambiguidade ao texto.
( ) Buscar o paralelismo nominal e verbal entre as disposições dos incisos, das alíneas e dos itens
constantes na mesma enumeração.
( ) Expressar a mesma ideia, ao longo de todo o texto, por meio das mesmas palavras, privilegiando sinônimos.
( ) Usar frases e períodos sucintos, mas sem dispensar adjetivos, advérbios, bem como construções
explicativas ou exemplificativas.
Assinale a alternativa que preenche corretamente os parênteses, de cima para baixo.
a) V – V – F – V – V
b) F – F – V – V – F
c) V – F – V – F – F
d) V – V – V – F – V
2) (CONSEP) Em redações oficiais, é CORRETO:
a) solicitar à autoridade competente a mudança de decisão proferida em relação a determinada matéria
por meio de um parecer.
b) usar a forma abreviada de tratamento V. Exª, se o destinatário é o Presidente da República.
c) empregar o termo Respeitosamente como fecho em modalidade de comunicação oficial endereçada a
autoridades de mesma hierarquia ou de hierarquia inferior:
d) dispensar o emprego do superlativo ilustríssimo para as autoridades que recebem o tratamento de
Vossa Senhoria e para particulares, pois é suficiente o uso do pronome de tratamento Senhor.
3) (FGV) É o instrumento de comunicação oficial entre os Chefes dos Poderes Públicos, notadamente as comunicações enviadas pelo Chefe do Poder Executivo ao Poder Legislativo para informar sobre fato da Administração Pública; expor o plano de governo por ocasião da abertura de sessão legislativa; submeter ao Congresso Nacional matérias que dependem de deliberação de suas Casas; apresentar veto; enfim, fazer e agradecer comunicações de tudo quanto seja de interesse dos poderes públicos e da Nação.
Segundo o Manual de Redação da Presidência da República, a definição acima se refere a:
(A) mensagem.
(B) ofício.
(C) aviso.
(D) memorando.
(E) exposição de motivos.
4) A respeito do Manual de Redação da Presidência da República, analise os itens a seguir:
I. A redação oficial deve caracterizar-se pela impessoalidade, uso do padrão culto de linguagem, clareza, concisão, formalidade e uniformidade. Além disso, incorporam-se os jargões jurídicos.
II. A transparência do sentido dos atos normativos, bem como sua inteligibilidade, são requisitos do próprio Estado de Direito: é inaceitável que um texto legal não seja entendido
pelos cidadãos.
III. Além de atender à disposição constitucional, a forma dos atos normativos obedece a certa tradição. Há normas para sua elaboração que remontam ao período de nossa história imperial, como, por exemplo, a obrigatoriedade de que se aponha, ao final desses atos, o número de anos
transcorridos desde a Independência. Essa prática foi mantida no período republicano.
Assinale:
(A) se somente os itens I e III estiverem corretos.
(B) se nenhum item estiver correto.
(C) se todos os itens estiverem corretos.
(D) se somente os itens I e II estiverem corretos.
(E) se somente os itens II e III estiverem corretos.
quinta-feira, 8 de março de 2012
Pronomes de Tratamento
Cada vez mais em concursos ou até mesmo em vestibulares tradicionais vem sendo cobrada outra modalidade de produção textual além da boa e velha dissertação: a carta. Para sair-se bem nessa tarefa, o vestibulando ou concursista deve conhecer alguns detalhes para produzir este tipo de texto.
Portanto, além de seguir minhas dicas, atente para o uso correto dos pronomes de tratamento - lembrando que, quando o assunto é Concurso Público, daqui podem sair muitas questões. De acordo com o Manual de Redação da Presidência da República (2002, p. 9-11),
"A redação das comunicações oficiais deve, antes de tudo, seguir os preceitos explicitados no Capítulo I,
Aspectos Gerais da Redação Oficial. Além disso, há características específicas de cada tipo de expediente, que serão tratadas em detalhe neste capítulo. Antes de passarmos à sua análise, vejamos outros aspectos comuns a quase todas as modalidades de comunicação oficial: o emprego dos pronomes de tratamento, a forma dos fechos e a identificação do signatário.
1. Pronomes de Tratamento
1.1. Breve História dos Pronomes de Tratamento
quarta-feira, 7 de março de 2012
Dica do dia: Pontuação
Pontuar um texto é algo intuitivo para você?
Se você pretende fazer um concurso público (e ser aprovado), esqueça o que a professorinha do primário falou sobre a pontuação, ou seja, A VÍRGULA NÃO APARECE QUANDO SE RESPIRA! O uso da vírgula está ligado a aspectos sintáticos e não respiratórios.
"O princípio geral da vírgula é não separar aquilo que possui relação lógica. Paralela a essa noção, deve-se saber isolar o termo secundário, explicativo ou deslocado, que estará entre os que possuem relação lógica" (BOLOGNESI, João).
I - OS VÍNCULOS LÓGICOS
a) não se separa o sujeito e o verbo nem o verbo e o complemento
Os números pesquisados pelo IBOPE não revelam a verdadeira tendência do eleitor.
sujeito verbo complemento
b) não se separa o conectivo e a oração que ele introduz
Todos sabiam que a solução do problema dependeria da ajuda do governo.
conectivo oração a ele vinculada
c) não se usa vírgula para a oração adjetiva restritiva
As pessoas que se inscreveram até o dia 10 receberão o comprovante hoje.
oração adjetiva restritiva
II - OS ELEMENTOS ACIDENTAIS
d) usa-se a vírgula para os adjuntos adverbiais e orações adverbiais deslocados
Os números do IBOPE não revelam , com precisão , a verdadeira tendência do eleitor.
adjunto adverbial
Ele , rapidamente , resolveu o problema.
adjunto adverbial
Eles sabiam que , embora houvesse sinais de melhoria , a solução seria difícil.
oração adverbial
Caso se atingisse o índice combinado , o Brasil receberia as aplicações.
oração adverbial
e) usa-se a vírgula para o aposto
Lula , presidente do Brasil , recebeu elogios em sua recente viagem.
aposto
f) usa-se a vírgula para a oração adjetiva explicativa
O Brasil , que ainda pode crescer neste ano , tenta exportar mais.
oração adjetiva explicativa
g) usa-se a vírgula para as orações reduzidas com valor adverbial
Ao estabelecer uma meta, o Brasil passou a ter uma direção para suas ações sociais.
oração reduzida
O Brasil , estabelecendo uma meta , passou a ter uma direção para suas ações sociais.
oração reduzida
Passados alguns meses , a estabilidade econômica revelou-se novidade para muitos.
oração reduzida
III - CONJUNÇÕES COORDENATIVAS
h) usa-se a vírgula para as conjunções coordenativas (porém, contudo, pois, portanto...) quando elas estão deslocadas
Pelos motivos já alegados, a empresa não podia , portanto , cobrar esta nova taxa.
conjunção deslocada
Comprei as revistas; os livros e os jornais , porém , não consegui.
conjunção deslocada
i) quando as conjunções coordenativas (porém, contudo, pois, portanto...) estão abrindo uma oração, usa-se somente uma vírgula antes
Havia um contrato , portanto ambas as partes deveriam respeitá-lo.
conjunção abrindo a oração
O time jogou bem , porém não conseguiu vencer.
conjunção abrindo a oração
j) quanto à conjunção “e”, ela receberá corretamente a vírgula quando
. ligar orações com sujeitos diferentes
O Brasil fez a proposta , e a Argentina pensa em aceitá-la.
sujeito 1 sujeito 2
. unir orações com ideias adversas (a conjunção “e” pode ser trocada pela conjunção “mas”)
O Brasil fez a proposta , e a Argentina rejeitou-a imediatamente.
e = mas
. formar o polissíndeto (repetição da conjunção)
E correu , e brincou , e pulou, e gritou.
I V - ORAÇÕES ADJETIVAS
As orações adjetivas são sempre introduzidas por pronomes relativos. Para que seja
classificada a oração adjetiva, depende-se do uso da vírgula, pois:
. a adjetiva explicativa sempre virá com vírgula;
São Paulo , que continua a ampliar sua vida cultural , inaugura novo museu esta semana.
pronome relativo => oração adjetiva => com vírgulas => explicativa
. já a adjetiva restritiva sempre virá sem vírgula.
Não reconheci o médico que nos atendeu no plantão de ontem.
pronome relativo => oração adjetiva => sem vírgula => restritiva
EXERCÍCIOS
1. Julgue se as vírgulas estão corretas. Se houver falha, justifique-a.
a) A falha na observação do fato, acarretou uma projeção econômica equivocada.
b) A análise dos dados indicou no mês de março, uma evolução na produtividade.
c) Todos já sabiam que, tal pessoa morava naquele endereço.
d) Ele disse que no outro dia, confirmaria tudo.
e) Observou-se novamente, que a partir das 2 horas, haverá a possibilidade de novo confronto.
f) Avisamos que devido ao número de cartas recebidas, a premiação será cancelada.
g) Constata-se que recebendo o produto com defeitos, a empresa deve providenciar a troca.
h) Houve o transporte do produto em embalagens adequadas e, a sua quebra, aconteceu no
manuseio após a entrega.
i) Estiveram presentes Lula, presidente brasileiro e Hugo Chavez, presidente venezuelano.
j) É importante ressaltar, que no Brasil tal costume não é comum.
l) É importante ressaltar que, no Brasil tal costume não é comum.
m) Ele disse que se não houvesse contratempos, estaria presente.
n) Ele disse que estaria presente se não houvesse contratempos.
o) Tudo já estava combinado, pois ainda que houvesse falhas, o documento seria aceito.
p) Destacou-se que se as pessoas desconhecem a regra do jogo, devem antes aprendê-la.
q) Foi também convocado José da Silva Xavier que estava no local do crime, mas no dia
determinado, não compareceu.
r) Três Estados foram importantes nessa época: o Rio de Janeiro que concentrava o poder,
Minas Gerais que possuía riquezas naturais e agropecuárias e São Paulo que começava a se
posicionar como forte centro industrial.
s) Poderá inscrever-se no concurso, todo candidato que na data prevista pelo edital, possuir
mais de dezoito anos. Se houver inscrição por procuração, deverá o procurador, apresentar
documentação registrada em cartório. O prazo de inscrição, vai até o dia 30.
FONTE:
BOLOGNESI, João. Curso de Língua Portuguesa. Complexo Educacional Damásio de Jesus.
Se você pretende fazer um concurso público (e ser aprovado), esqueça o que a professorinha do primário falou sobre a pontuação, ou seja, A VÍRGULA NÃO APARECE QUANDO SE RESPIRA! O uso da vírgula está ligado a aspectos sintáticos e não respiratórios.
"O princípio geral da vírgula é não separar aquilo que possui relação lógica. Paralela a essa noção, deve-se saber isolar o termo secundário, explicativo ou deslocado, que estará entre os que possuem relação lógica" (BOLOGNESI, João).
I - OS VÍNCULOS LÓGICOS
a) não se separa o sujeito e o verbo nem o verbo e o complemento
Os números pesquisados pelo IBOPE não revelam a verdadeira tendência do eleitor.
sujeito verbo complemento
b) não se separa o conectivo e a oração que ele introduz
Todos sabiam que a solução do problema dependeria da ajuda do governo.
conectivo oração a ele vinculada
c) não se usa vírgula para a oração adjetiva restritiva
As pessoas que se inscreveram até o dia 10 receberão o comprovante hoje.
oração adjetiva restritiva
II - OS ELEMENTOS ACIDENTAIS
d) usa-se a vírgula para os adjuntos adverbiais e orações adverbiais deslocados
Os números do IBOPE não revelam , com precisão , a verdadeira tendência do eleitor.
adjunto adverbial
Ele , rapidamente , resolveu o problema.
adjunto adverbial
Eles sabiam que , embora houvesse sinais de melhoria , a solução seria difícil.
oração adverbial
Caso se atingisse o índice combinado , o Brasil receberia as aplicações.
oração adverbial
e) usa-se a vírgula para o aposto
Lula , presidente do Brasil , recebeu elogios em sua recente viagem.
aposto
f) usa-se a vírgula para a oração adjetiva explicativa
O Brasil , que ainda pode crescer neste ano , tenta exportar mais.
oração adjetiva explicativa
g) usa-se a vírgula para as orações reduzidas com valor adverbial
Ao estabelecer uma meta, o Brasil passou a ter uma direção para suas ações sociais.
oração reduzida
O Brasil , estabelecendo uma meta , passou a ter uma direção para suas ações sociais.
oração reduzida
Passados alguns meses , a estabilidade econômica revelou-se novidade para muitos.
oração reduzida
III - CONJUNÇÕES COORDENATIVAS
h) usa-se a vírgula para as conjunções coordenativas (porém, contudo, pois, portanto...) quando elas estão deslocadas
Pelos motivos já alegados, a empresa não podia , portanto , cobrar esta nova taxa.
conjunção deslocada
Comprei as revistas; os livros e os jornais , porém , não consegui.
conjunção deslocada
i) quando as conjunções coordenativas (porém, contudo, pois, portanto...) estão abrindo uma oração, usa-se somente uma vírgula antes
Havia um contrato , portanto ambas as partes deveriam respeitá-lo.
conjunção abrindo a oração
O time jogou bem , porém não conseguiu vencer.
conjunção abrindo a oração
j) quanto à conjunção “e”, ela receberá corretamente a vírgula quando
. ligar orações com sujeitos diferentes
O Brasil fez a proposta , e a Argentina pensa em aceitá-la.
sujeito 1 sujeito 2
. unir orações com ideias adversas (a conjunção “e” pode ser trocada pela conjunção “mas”)
O Brasil fez a proposta , e a Argentina rejeitou-a imediatamente.
e = mas
. formar o polissíndeto (repetição da conjunção)
E correu , e brincou , e pulou, e gritou.
I V - ORAÇÕES ADJETIVAS
As orações adjetivas são sempre introduzidas por pronomes relativos. Para que seja
classificada a oração adjetiva, depende-se do uso da vírgula, pois:
. a adjetiva explicativa sempre virá com vírgula;
São Paulo , que continua a ampliar sua vida cultural , inaugura novo museu esta semana.
pronome relativo => oração adjetiva => com vírgulas => explicativa
. já a adjetiva restritiva sempre virá sem vírgula.
Não reconheci o médico que nos atendeu no plantão de ontem.
pronome relativo => oração adjetiva => sem vírgula => restritiva
EXERCÍCIOS
1. Julgue se as vírgulas estão corretas. Se houver falha, justifique-a.
a) A falha na observação do fato, acarretou uma projeção econômica equivocada.
b) A análise dos dados indicou no mês de março, uma evolução na produtividade.
c) Todos já sabiam que, tal pessoa morava naquele endereço.
d) Ele disse que no outro dia, confirmaria tudo.
e) Observou-se novamente, que a partir das 2 horas, haverá a possibilidade de novo confronto.
f) Avisamos que devido ao número de cartas recebidas, a premiação será cancelada.
g) Constata-se que recebendo o produto com defeitos, a empresa deve providenciar a troca.
h) Houve o transporte do produto em embalagens adequadas e, a sua quebra, aconteceu no
manuseio após a entrega.
i) Estiveram presentes Lula, presidente brasileiro e Hugo Chavez, presidente venezuelano.
j) É importante ressaltar, que no Brasil tal costume não é comum.
l) É importante ressaltar que, no Brasil tal costume não é comum.
m) Ele disse que se não houvesse contratempos, estaria presente.
n) Ele disse que estaria presente se não houvesse contratempos.
o) Tudo já estava combinado, pois ainda que houvesse falhas, o documento seria aceito.
p) Destacou-se que se as pessoas desconhecem a regra do jogo, devem antes aprendê-la.
q) Foi também convocado José da Silva Xavier que estava no local do crime, mas no dia
determinado, não compareceu.
r) Três Estados foram importantes nessa época: o Rio de Janeiro que concentrava o poder,
Minas Gerais que possuía riquezas naturais e agropecuárias e São Paulo que começava a se
posicionar como forte centro industrial.
s) Poderá inscrever-se no concurso, todo candidato que na data prevista pelo edital, possuir
mais de dezoito anos. Se houver inscrição por procuração, deverá o procurador, apresentar
documentação registrada em cartório. O prazo de inscrição, vai até o dia 30.
FONTE:
BOLOGNESI, João. Curso de Língua Portuguesa. Complexo Educacional Damásio de Jesus.
terça-feira, 6 de março de 2012
Princípios básicos de análise sintática
Para entender a sintaxe há que se compreender a relação do verbo com seu patrão (sujeito) e seus subordinados (complementos) na oração. Resumindo: o sujeito manda no verbo que, por sua vez, manda nos complementos.
Mas você sabe a diferença entre frase, oração e período?
Já na oração a presença do verbo é obrigatória, mesmo que a sentença não faça nenhum sentido.
Ex2: Os homens fizeram de conta que...
Uma oração sempre termina quando nos depararmos com uma conjunção (que, e, ou...) ou pronome relativo (que, quem, onde, cujo, o qual...).
Período é um fragmento de texto marcado por dois sinais de pontuação fortes (ponto final, interrogação ou exclamação). É a unidade do texto em prosa. Pode-se dizer que o período está para a prosa assim como o verso está para a poesia.
Ex3: Essa realidade atípica faz com que a região seja muito rica em termos culturais, possibilitando, dessa forma, estudos de caráter social, linguístico e antropológico bastante variados. No entanto, o fator que chama atenção no que diz respeito à pesquisa em Letras no contexto latino americano é, sem dúvida, em como se dá a interação entre multilinguismo e ensino nesse contexto tão diferente do restante do território brasileiro. Essa diversidade étnica em uma região de fronteira resulta em um multiculturalismo delicadíssimo quando se trata de educação regular desses grupos minoritários que, em idade escolar, geralmente se matriculam nas escolas brasileiras.
Se você entendeu que os termos em destaque correspondem a um período diferente, você entendeu o que estou querendo explicar.
Repare que o verbo sempre irá concordar com o núcleo do sujeito - mas quem é o sujeito?
A primeira palavra que se deve analisar ao deparar-se com uma oração é o verbo - O VERBO É A ALMA DA FRASE!
Se você respondeu REALIZA, parabéns, você sabe identificar um verbo!
2o. passo: classificar o verbo:
Agora complica um pouquinho... quem realiza, realiza algo, certo? Sempre que o verbo estiver ligado ao complemento SEM PREPOSIÇÃO estamos diante de um VTD (verbo transitivo direto - DIRETO por quê? Porque se liga ao complemento de forma direta, sem intermediários)! Se você não sabe identificar uma preposição, meu caro... comece seus estudos por aí! Aqui tem um post que fala um pouco da preposição A e no próprio Wikipédia tem uma lista das principais preposições (pode ir sem medo, já dei uma olhada).
E se a frase fosse assim?
Como de é uma preposição, isso faz com que o verbo mude sua transitividade?? NÃO!! Quem realiza, continua realizando algo, ninguém realiza "de algo".
Não é só a preposição quem decide isso sozinha, o verbo é quem nasce exigindo ou não preposição, portanto, como o verbo realizar é VTD e, neste caso, temos uma preposição, então estamos diante de um objeto direto preposicionado e não de um objeto indireto.
NOTA:
Como saber quando estamos diante de um OD preposicionado ou de um OI? Simples! A preposição tem de ser exigida pelo verbo. Quer ver como?
Quem simpatiza, simpatiza com alguém ou com alguma coisa, não é? Essa preposição é exigida pelo verbo, por isso o verbo simpatizar é VTI e o elemento sublinhado ("com os colegas") é o complemento do VTI (Objeto indireto).
IMPORTANTE! Há também verbos que exigem 2 complementos, são os chamados bitransitivos ou VTDI (exigem um objeto direto e um indireto). Ex: Verbo pagar => Quem paga, paga algo a alguém.
3o. passo: encontre o sujeito:
Vamos analisar outras frases:
Complemento: com os colegas (objeto indireto)
Sujeito (quem entrou?): Algumas pessoas estranhas a nós => TUDO ISSO É O SUJEITO!
Complemento: no recinto (objeto indireto) => lembre-se que no é a junção da preposição em + o artigo definido masculino o.
Sujeito (quem pagou?): A mulher
Complemento: a dívida (OD) ao seu credor (OI).
O APOSTO é outro elemento que pode aparecer na oração, ele nada mais é do que uma explicação (pode vir entre vírgulas, entre parênteses ou travessões e ainda após sinal de dois pontos). Veja abaixo os elementos em destaque:
O VOCATIVO também vem antes de uma vírgula, mas, diferente do aposto, faz uma invocação ao interlocutor.
1. (FCC) “... que a previsão não tem o menor fundamento científico...”
Mas você sabe a diferença entre frase, oração e período?
I-FRASE, ORAÇÃO E PERÍODO
Frase é qualquer enunciado que tenha sentido completo, não necessitando de um verbo.
Ex1: Que dia maravilhoso! => veja que o enunciado, apesar de não ter verbo, tem sentido, qualquer falante nativo do português é capaz de entendê-lo. Isso é uma frase.Já na oração a presença do verbo é obrigatória, mesmo que a sentença não faça nenhum sentido.
Ex2: Os homens fizeram de conta que...
Uma oração sempre termina quando nos depararmos com uma conjunção (que, e, ou...) ou pronome relativo (que, quem, onde, cujo, o qual...).
Período é um fragmento de texto marcado por dois sinais de pontuação fortes (ponto final, interrogação ou exclamação). É a unidade do texto em prosa. Pode-se dizer que o período está para a prosa assim como o verso está para a poesia.
Ex3: Essa realidade atípica faz com que a região seja muito rica em termos culturais, possibilitando, dessa forma, estudos de caráter social, linguístico e antropológico bastante variados. No entanto, o fator que chama atenção no que diz respeito à pesquisa em Letras no contexto latino americano é, sem dúvida, em como se dá a interação entre multilinguismo e ensino nesse contexto tão diferente do restante do território brasileiro. Essa diversidade étnica em uma região de fronteira resulta em um multiculturalismo delicadíssimo quando se trata de educação regular desses grupos minoritários que, em idade escolar, geralmente se matriculam nas escolas brasileiras.
Se você entendeu que os termos em destaque correspondem a um período diferente, você entendeu o que estou querendo explicar.
Repare que o verbo sempre irá concordar com o núcleo do sujeito - mas quem é o sujeito?
A primeira palavra que se deve analisar ao deparar-se com uma oração é o verbo - O VERBO É A ALMA DA FRASE!
II-ROTEIRO DE ANÁLISE SINTÁTICA
1o. passo: identificar o verbo:
Analise a seguinte frase e identifique seu verbo.- O homem realiza seus sonhos.
Se você respondeu REALIZA, parabéns, você sabe identificar um verbo!
2o. passo: classificar o verbo:
Agora complica um pouquinho... quem realiza, realiza algo, certo? Sempre que o verbo estiver ligado ao complemento SEM PREPOSIÇÃO estamos diante de um VTD (verbo transitivo direto - DIRETO por quê? Porque se liga ao complemento de forma direta, sem intermediários)! Se você não sabe identificar uma preposição, meu caro... comece seus estudos por aí! Aqui tem um post que fala um pouco da preposição A e no próprio Wikipédia tem uma lista das principais preposições (pode ir sem medo, já dei uma olhada).
E se a frase fosse assim?
- O homem realiza de tudo para ser feliz.
Como de é uma preposição, isso faz com que o verbo mude sua transitividade?? NÃO!! Quem realiza, continua realizando algo, ninguém realiza "de algo".
Não é só a preposição quem decide isso sozinha, o verbo é quem nasce exigindo ou não preposição, portanto, como o verbo realizar é VTD e, neste caso, temos uma preposição, então estamos diante de um objeto direto preposicionado e não de um objeto indireto.
NOTA:
Como saber quando estamos diante de um OD preposicionado ou de um OI? Simples! A preposição tem de ser exigida pelo verbo. Quer ver como?
- Ele simpatizou com os colegas.
Quem simpatiza, simpatiza com alguém ou com alguma coisa, não é? Essa preposição é exigida pelo verbo, por isso o verbo simpatizar é VTI e o elemento sublinhado ("com os colegas") é o complemento do VTI (Objeto indireto).
IMPORTANTE! Há também verbos que exigem 2 complementos, são os chamados bitransitivos ou VTDI (exigem um objeto direto e um indireto). Ex: Verbo pagar => Quem paga, paga algo a alguém.
3o. passo: encontre o sujeito:
O homem realiza seus sonhos.
Agora, para saber quem é o sujeito, pergunte a este verbo (quem é que realiza? Mané, só lembre de substituir o verbo em negrito pelo verbo da oração que você estiver analisando, ok?).
RESPOSTA = O homem (sim, tudo isso é o sujeito e não apenas "homem"; Homem é o núcleo do sujeito). Como o verbo concorda com o núcleo, acho que você já entendeu por que motivo o verbo está no singular...
Vamos analisar outras frases:
Ele simpatizou com os colegas.
Verbo: simpatizou = "com alguém" (VTI)
Sujeito (quem simpatizou?): EleComplemento: com os colegas (objeto indireto)
Algumas pessoas estranhas a nós entraram no recinto.
Verbo: entraram = "quem entra, entra em algum lugar" (VTI)Sujeito (quem entrou?): Algumas pessoas estranhas a nós => TUDO ISSO É O SUJEITO!
Complemento: no recinto (objeto indireto) => lembre-se que no é a junção da preposição em + o artigo definido masculino o.
A mulher pagou a dívida ao seu credor
Verbo: pagou = "algo a / para alguém" (VTDI)Sujeito (quem pagou?): A mulher
Complemento: a dívida (OD) ao seu credor (OI).
III - ADJUNTO, APOSTO E VOCATIVO
Se adicionarmos em qualquer frase um advérbio que dê ideia de lugar, tempo, modo, intensidade etc., ele será chamado de ADJUNTO ADVERBIAL. Veja:
O homem realiza seus sonhos na Ilha da Magia.
adjunto adverbial de lugar
A mulher pagou a dívida ao seu credor na semana anterior.
adjunto adverbial de tempo
Ele simpatizou com os colegas rapidamente.
adjunto adverbial de modoO APOSTO é outro elemento que pode aparecer na oração, ele nada mais é do que uma explicação (pode vir entre vírgulas, entre parênteses ou travessões e ainda após sinal de dois pontos). Veja abaixo os elementos em destaque:
- O homem, que nunca está satisfeito, realiza seus sonhos.
- A mulher - que comprou mais do que precisava - pagou a dívida ao seu credor.
- A mulher pagou sua dívida ao credor: 2 cheques de 500 reais.
- Ele (que é uma pessoa taciturna), simpatizou com os colegas.
O VOCATIVO também vem antes de uma vírgula, mas, diferente do aposto, faz uma invocação ao interlocutor.
- Colegas, vamos aos fatos!
- João, gostaria de pedir desculpas. (CUIDADO! não confunda sujeito e vocativo - sujeito nunca vem separado do verbo por nenhum sinal de pontuação).
- Concursistas, aos estudos!
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EXERCÍCIOS
1. (FCC) “... que a previsão não tem o menor fundamento científico...”
O verbo que exige o mesmo tipo de complemento que o grifado acima está na frase:
a) não passam de especulação sem base científica.
b) para cortar as emissões de gases do efeito estufa decorrentes da atividade humana ...
c) ou o mundo chegará ao fim do século XXI à beira de uma catástrofe.
d) ... que as geleiras do Himalaia podem desaparecer até 2035 ...
e) ... que dependem da água produzida pelo degelo nas montanhas.
2. (FCC) Afinal, o verdadeiro tradutor precisa de formação teórico-prática sólida...
O verbo que exige o mesmo tipo de complemento que o do grifado acima está na frase:
a) O tradutor é um dos principais responsáveis pelo intercâmbio cultural entre as nações...
b) ...pois espelha textos numa língua diferente...
c) ...para tomar a melhor decisão diante de uma expressão nova...
d) O reconhecimento de seu trabalho levaria a cursos superiores...
e) ...para contabilizar sua importância...
3 . Faça a análise sintática dos períodos a seguir (identificando e classificando sujeito, verbo e seus complementos)
a) A urna eletrônica implicou profundo controle eleitoral em alguns municípios.
b) Aos brasileiros foram impostas normas alfandegárias muito injustas.
4. Separe as orações, identifique os sujeitos e destaque o núcleo
a) São previstas em lei as providências referentes a pilhas e baterias já utilizadas: devem retornar aos responsáveis por sua fabricação.
b) Nenhum dos votos, nas democracias, deixa de ter consequências, já que a todos se dará a mesma acolhida.
segunda-feira, 5 de março de 2012
Estudo da palavra A
A palavra “a”, quando posta em uma oração, pode ocupar uma das seguintes classes: preposição, artigo, pronome pessoal ou pronome demonstrativo. Note a seguir uma seleção de usos de cada um deles:
I – PREPOSIÇÃO A
Esta classificação é a mais importante, pois influenciará várias noções gramaticais (crase,
concordância, preposicionamento, etc.). Comece a atentar-se a certas propriedades que criam oposições principalmente ao artigo. A noção primeira e essencial é que a preposição é uma palavra invariável: não traz marcas de gênero nem de número, ou seja, não existe a ideia de singular ou plural, nem de masculino ou feminino.
Por não concordar, permite-nos concluir que diante de substantivos no plural ou substantivos masculinos, o “a” só pode ser preposição (e jamais artigo, pois este sempre concorda):
Comuniquei o problema a mulheres da região. O sorteio era restrito a crianças até 5 anos.
“a” + substantivo no plural “a” + substantivo no plural
(Pela falta de concordância, deduz-se que só pode ser preposição “a”.)
Falei a respeito das mudanças na lei. Eles vieram a pé.
“a” + substantivo masculino “a” + substantivo masculino
(Pela falta de concordância, deduz-se que só pode ser preposição “a”.)
Também é interessante saber que, em certas situações, não há hipótese de uso do artigo “a”, pois
gramaticalmente não há correção. Por exemplo:
a) antes de “este, esta, esse, essa, isso” é impossível o uso do artigo “a”, logo o “a” nessas situações só pode ser preposição:
Falei a essa pessoa. Dirigi-me a esse indivíduo.
preposição preposição
b) antes dos pronomes “vocês, Vossa Senhoria, Vossa Excelência” (e outros iniciados por “Vossa” ou “Sua”), não se usa artigo “a”, portanto o “a” que anteceda tais palavras sempre será preposição:
Falei a você. Dirigi-me a Vossa Senhoria.
preposição preposição
Muitos são os exemplos em que o artigo “a” é proibido por razões gramaticais e será com o conhecimento desses casos que se começa a dominar, por consequência, a área proibida da crase, ou seja, situações em que nunca ocorrerá crase. O raciocínio que vai sendo fundamentado é: se o artigo “a” não pode
ser usado, é quase certo que a crase também não pode ocorrer.
a) introduzir um complemento verbal: Falei a vocês.
b) introduzir um complemento nominal: Fomos obedientes a todas as leis.
c) iniciar algumas locuções: Foi uma operação a laser. Ele está a bordo do navio.
d) intermediar algumas locuções: Começamos a estudar. O curso será de segunda a sábado.
e) finalizar algumas locuções: Em relação a essa ideia, todos aceitaram.
f) evitar ambiguidade: Concluímos que ao doente não deve enganar o médico.
g) acompanhar pronomes pessoais do caso oblíquo tônico: Examinaram a mim, a ti, a nós.
h) introduzir orações reduzidas de infinitivo: Ao chegar aqui, não deixe de visitar-me.
II – ARTIGO A, AS
O artigo, em oposição à preposição, traz flexão, ou seja, concorda em gênero e número (o livro, os livros, a pessoa, as pessoas). A função básica do artigo “a” é preceder o substantivo, dando-lhe determinação:
Vimos a pessoa.
Para casos de proibição de crase, é interessante saber que o artigo feminino “a” nunca antecede:- substantivo masculino: foi a júri, falei a respeito, ir a bordo, a pé, operação a laser
- pronome pessoal: falei a ela, a mim, a ti, a nós
- pronome indefinido: falei a ninguém, a todos, a qualquer, a nenhuma
- pronome demonstrativo esta/este/isto e essa/esse/isso: falei a esta, a este, a essa, a esse
- verbo infinitivo: a partir de, a combinar, a começar
- pronome de tratamento iniciado por Vossa ou Sua: falei a Vossa Senhoria, a Vossa Excelência
- pronome de tratamento você: a você
- artigo indefinido uma: falei a uma pessoa.
Disso se conclui que a palavra “a” nas situações acima enumeradas só poderá ser uma preposição “a”
e nunca o artigo “a”. A memorização dessa lista é decisiva para entender a proibição da crase em tais situações.
III - PRONOME PESSOAL A, AS
O pronome pessoal “a” é usado para:
a) substituir o substantivo anteposto: É certo que a criança estava ali, pois todos a viram.
Tal pronome sempre está vinculado ao verbo, complementando-o. Se vier posposto (ênclise) ou interposto ao verbo (mesóclise), haverá o uso do hífen: analisei-a, analisá-la-ei.
IV - PRONOME DEMONSTRATIVO A, AS
Usa-se o pronome demonstrativo “a” para:
a) remeter-se a um substantivo anteposto: Sobre as leis, só vi a que me interessou.
Tal uso sempre trará um substantivo implícito, que se deduz pelo contexto. Em geral, também se pode trocar por “aquela”. Observe:
Sobre as leis, só vi a que me interessou. = Sobre as leis, só vi a [lei] que me interessou.Sobre as leis, só vi a [lei] que me interessou. = Sobre as leis, só vi aquela que me interessou.
V - DIFERENÇA ENTRE ARTIGO DEFINIDO
E PRONOME DEMONSTRATIVO
a) artigo “a”: sempre está vinculado a um substantivo explícito;
b) pronome demonstrativo ”a”: vem sempre sem o substantivo, que estará implícito no contexto.
Havia a pessoa certa para fazer o trabalho e não a que você chamou.
artigo pronome demonstrativo
Eles fiscalizaram as empresas: a do centro foi notificada e a do bairro não teve problemas.
artigo pronome demonstrativo pronome demonstrativo
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EXERCÍCIOS
1. (ESAF) Em “visam atender a demandas”, “a” é artigo feminino singular exigido pelo verbo “atender”.
2. (ESAF) Em “a muito custo”, o “a” funciona como uma preposição.
3. (ESAF) “Como o Estado tem o privilégio de impor ônus ao particular, e em prazos determinados, tanto mais deve agir com obediência a normas permanentes e conhecidas.”
Pela ausência do sinal indicativo de crase, entende-se que em “a normas permanentes”, existe apenas
a preposição a.
4. (CESPE) “O investimento leva também a uma diminuição de 80% dos resíduos.”
Em “a uma diminuição” o “a” é uma preposição exigida pela palavra “investimento”.
5. (CESPE) Quanto à correção gramatical, julgue o item abaixo.
A agência assinou convênio com a Secretaria de fazenda do Estado do Rio para cooperação no
combate à irregularidades no setor de combustíveis.
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FONTE:
BOLOGNESI, João. Curso de Língua Portuguesa. Complexo Educacional Damásio de Jesus, 2011.
domingo, 4 de março de 2012
Interpretação de Textos
LEITURA E COMPREENSÃO DE TEXTOS EM
LÍNGUA PORTUGUESA
Podemos, tranquilamente, ser bem-sucedidos numa interpretação de texto. Para isso, devemos observar o seguinte:
01. Ler todo o texto, procurando ter uma visão geral do assunto;
02. Se encontrar palavras desconhecidas, não interrompa a leitura, vá até o fim, ininterruptamente;
03. Ler, ler bem, ler profundamente, ou seja, ler o texto pelo menos umas três vezes;
04. Ler com perspicácia, sutileza, malícia nas entrelinhas;
05. Voltar ao texto tantas quantas vezes precisar (quando se deparar com uma pergunta, sempre conteste todas as afirmativas falsas com o que está escrito no texto – não tente fazer isso “de memória”, volte ao texto e tenha certeza!)
06. Não permitir que prevaleçam suas idéias sobre as do autor (não importa o que você pensa ou sabe e sim o que o texto está dizendo, ele é sempre mais importante do que tua opinião particular – em um vestibular ou concurso, NUNCA perguntarão a tua opinião sobre o assunto!);
07. Partir o texto em pedaços (parágrafos, partes) para melhor compreensão;
08. Centralizar cada questão ao pedaço (parágrafo, parte) do texto correspondente;
09. Verificar, com atenção e cuidado, o enunciado de cada questão;
10. Cuidado com os vocábulos: destoa (=diferente de ...), não, correta, incorreta, certa, errada, falsa, verdadeira, exceto, e outras; palavras que aparecem nas perguntas e que, às vezes, dificultam a entender o que se perguntou e o que se pediu;
11. Quando duas alternativas lhe parecem corretas, procurar a mais exata ou a mais completa;
12. Quando o autor apenas sugerir idéia, procurar um fundamento de lógica objetiva;
13. Cuidado com as questões voltadas para dados superficiais;
14. Não se deve procurar a verdade exata dentro daquela resposta, mas a opção que melhor se enquadre no sentido do texto;
15. Às vezes a etimologia ou a semelhança das palavras denuncia a resposta;
16. Procure estabelecer quais foram as opiniões expostas pelo autor, definindo o tema e a mensagem;
17. O autor defende idéias e você deve percebê-las;
18. Os adjuntos adverbiais e os predicativos do sujeito são importantíssimos na interpretação do texto.
Ex.: Ele morreu de fome.
de fome: adjunto adverbial de causa, determina a causa na realização do fato (= morte de "ele").
Ex.: Ele morreu faminto.
faminto: predicativo do sujeito, é o estado em que "ele" se encontrava quando morreu.;
19. As orações coordenadas não têm oração principal, apenas as idéias estão coordenadas entre si;
20. Os adjetivos ligados a um substantivo vão dar a ele maior clareza de expressão, aumentando-lhe ou determinando-lhe o significado.
02. Se encontrar palavras desconhecidas, não interrompa a leitura, vá até o fim, ininterruptamente;
03. Ler, ler bem, ler profundamente, ou seja, ler o texto pelo menos umas três vezes;
04. Ler com perspicácia, sutileza, malícia nas entrelinhas;
05. Voltar ao texto tantas quantas vezes precisar (quando se deparar com uma pergunta, sempre conteste todas as afirmativas falsas com o que está escrito no texto – não tente fazer isso “de memória”, volte ao texto e tenha certeza!)
06. Não permitir que prevaleçam suas idéias sobre as do autor (não importa o que você pensa ou sabe e sim o que o texto está dizendo, ele é sempre mais importante do que tua opinião particular – em um vestibular ou concurso, NUNCA perguntarão a tua opinião sobre o assunto!);
07. Partir o texto em pedaços (parágrafos, partes) para melhor compreensão;
08. Centralizar cada questão ao pedaço (parágrafo, parte) do texto correspondente;
09. Verificar, com atenção e cuidado, o enunciado de cada questão;
10. Cuidado com os vocábulos: destoa (=diferente de ...), não, correta, incorreta, certa, errada, falsa, verdadeira, exceto, e outras; palavras que aparecem nas perguntas e que, às vezes, dificultam a entender o que se perguntou e o que se pediu;
11. Quando duas alternativas lhe parecem corretas, procurar a mais exata ou a mais completa;
12. Quando o autor apenas sugerir idéia, procurar um fundamento de lógica objetiva;
13. Cuidado com as questões voltadas para dados superficiais;
14. Não se deve procurar a verdade exata dentro daquela resposta, mas a opção que melhor se enquadre no sentido do texto;
15. Às vezes a etimologia ou a semelhança das palavras denuncia a resposta;
16. Procure estabelecer quais foram as opiniões expostas pelo autor, definindo o tema e a mensagem;
17. O autor defende idéias e você deve percebê-las;
18. Os adjuntos adverbiais e os predicativos do sujeito são importantíssimos na interpretação do texto.
Ex.: Ele morreu de fome.
de fome: adjunto adverbial de causa, determina a causa na realização do fato (= morte de "ele").
Ex.: Ele morreu faminto.
faminto: predicativo do sujeito, é o estado em que "ele" se encontrava quando morreu.;
19. As orações coordenadas não têm oração principal, apenas as idéias estão coordenadas entre si;
20. Os adjetivos ligados a um substantivo vão dar a ele maior clareza de expressão, aumentando-lhe ou determinando-lhe o significado.
Nota: Diante do que foi dito, espero que você mude o modo de pensar, pois a interpretação não depende de cada um, mas, sim, do que está escrito. "O que está escrito, escrito está."
segunda-feira, 29 de agosto de 2011
domingo, 11 de julho de 2010
Descomplicando a Colocação Pronominal
Ênclise – quando o pronome é colocado depois do verbo: O gato mordeu-me.
Próclise – quando o pronome é colocado antes do verbo: Ele me mordeu.
Mesóclise – quando o pronome é colocado no meio do verbo: O gato morder-me-ia (morderia).
Regra Geral
É importante termos claramente que a regra geral para colocação pronominal dá preferência para a ênclise (sempre); próclise e mesóclise são o que podemos chamar de “exceções à regra”, portanto, usa-se ênclise em todos os casos, exceto:
Regra para emprego de Próclise
Algumas classes de palavras são consideradas "atrativas" na Língua Portuguesa, porque elas atraem o pronome para perto de si, fazendo, portanto, com que ele fique antes do verbo. Para gravar quais palavras são essas, use o seguinte macete:
“NARIS-D EM DESEJO”,
Onde:
N – Negativas: não, nem, nada, ninguém, etc.
Ex: Não me venha falar de prova!
A – Advérbios (tempo, lugar, companhia): hoje, agora, Foz do Iguaçu, juntamente, com, etc.
Ex: Foz do Iguaçu nos encantou.
R – Relativos (pronomes): que, quem, cujo, qual, onde, etc.
Ex: Foi o seu pai quem me disse.
I – Indefinidos (pronomes): alguém, tudo, muito, bastante, qualquer, nenhum, etc.
Ex: Ninguém me avisou.
S – Subordinadas (conjunções), Sujeitos do caso reto (Eu, Tu, Ele, Nós, Vós, Eles): Mas, porém, todavia, contudo, no entanto, entretanto, conforme, etc.
Ex: ¹"Fí-lo porque o quis".
Eu o perdôo.
Eu o perdôo.
D – Demonstrativos (pronomes): este, esse, isso, isto, aquele, aquela, aquilo.
Ex: Isso me deixa arrasada!
EM – Gerúndio precedido da preposição “em”:
- Em se tratando de dinheiro, eu aceito. (gerúndio “com em” => próclise)
- Estaremos comunicando-o do fato. (gerúndio “sem em” => ênclise)
DESEJO – Frases que expressem desejo de forma geral:
- “Que o senhor nos proteja!”
- Espero que volte a nos visitar.
Regra para o emprego de Mesóclise
O pronome ficará no meio do verbo em apenas dois casos:
1. Verbo no FUTURO DO PRESENTE (farei, falarei, irei, comunicarei, precisarei, falarão, precisarão, faremos...) ou;
2. Verbo no FUTURO DO PRETÉRITO (faria, falaria, iria, comunicaria, precisaria).
Ex:
Far-te-ei este favor; (farei)
Ir-te-ei dizer o que quero; (irei)
Comunicar-me-ia caso viesse; (comunicaria)
Falar-nos-iam esta manhã; (falariam)
²"Bebo porque é líquido, se fosse sólido, comê-lo-ia"; (comeria)
³"Devorar-te-ia tal Caetano a Leonardo Di Caprio". (devoraria)
Regra para o emprego de Ênclise
Demais casos.
¹ Frase histórica do ex-presidente Jânio Quadros devidamente corrigida (pegou pesado no uso da ênclise aqui - a frase original é "Fí-lo porque quí-lo" e está incorreta);
² Outra frase famosa de Jânio (cuja ênclise está corretíssima);
³ Trecho de música Te devoro, do Djavan, devidamente corrigido, ou melhor, sem licença poética ("Te devoraria tal Caetano a Leonardo Di Caprio").
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